segunda-feira, 20 de maio de 2013

Definhar

E cada vez mais... 
Conversou menos
Riu menos
Amou menos
Arriscou menos
Acabou que irremediavelmente...
Viveu menos

Retalhos

Nada fica
Nada passa
E assim moldamos nossos sentimentos
Verdadeira colcha de retalhos
Um pedacinho seu ali
Um buraquinho que você deixou aqui
Nada fica
Nada passa

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Snowflake


Fiquei radiante, como criança a brincar.
Quis rir pra disfarçar a ansiedade
Éramos nós dois em cumplicidade
Coloquei música, te convidei pra dançar

Você bailava mesmo parada
Eu via cada passo teu
Espelho, espelho meu
Procurei teu refelxo e nada

Eu tremia, eu suava
Esperando uma palavra tua
Você toda branca, toda nua
De tanto bater, meu coração parava

É maldito querer bem
Em meu peito, eu meu colo
Não me atrevo, eu não olho
Eu não quero mais ninguém

Mal me quer, bem me quer.

Todo beijo inocente
É beijo da alma
Todo corpo inocente
É corpo da alma
Toda alma inocente beija
Toda alma inocente é carne
Toda alma indecente
É beijo que evapora
É corpo fora do lugar, fora de hora
Em toda alma indecente
Eu vejo teu corpo
Teu beijo
Tua inocência diferente
Tua alma inexistente
Tua carne quente
Tua cama cheia de gente

Opaca

É recado dado
Esse retrado falado
De tudo que é mudo
Depois do absurdo

De tudo que é nada
De alma lavada
Do beijo que pede
Perdão que se pede

Eu peço você
Meu costume, meu vício
Eu peço porque
Você é precipício

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Um hiato de dois anos (mais um)

Esse blog me faz lembrar de mim. Isso mesmo.
A primeira postagem é de fevereiro de 2007.
Houveram pausas. Várias.
Uma de um ano, outra de dois.
E agora mais essa, de dois anos também.
A última postagem é de fevereiro de 2011.
Interessantíssimo reler coisas boas que escrevi,
Bem como coisas ridículas. Sim. Há coisas horríveis.
Mas toda essa mistura me explica um pouco.
Hiato interrompido.
Hoje, 15 de maio de 2013.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Sin

Aqui estou eu novamente

A falar de coisas que não conheço

Com as mãos cheias de pecados

Com o coração apertado

Eu apresso o passo

Apresso o riso

Aperto o choro

Às vezes, por instantes, não sinto meu corpo

Não sei se estou leve

Ou tão pesado que minha alma tenta escapar de mim.