quinta-feira, 13 de junho de 2013

Medo da luz.

Seus cigarros apagaram na solidão de seu corpo.
Só restaram cinzas da morte que passou pela escuridão, sem vertigens.
Medos se foram, almas morreram.
De lembrança uma arma, suicídio.

terça-feira, 11 de junho de 2013

Simbiose

Me tira a última gota de sangue.
Põe minha pele pra secar ao sol.
Alimenta teu espírito com minha alma.
Conquista o mundo com minha mente.
E antes que eu me esqueça:
Se olhares através dos meus olhos,
Enxergarás tua beleza.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Uma nova coragem...

Os dias que em um novo lago depressa deitaram, e eu me guardo para uma nova coragem.
Apenas uma troca de almas e lhe aponto novas estradas.
Aprecie teu rosto no longínquo horizonte.
Eu me tornei vagamente esquecido.
Você diz para irmos com a mente no refúgio, há um lugar nesse passado transfuso.
Pequenos fatos, eu me esbarro, nesse chão não erguerei as rugas que se vão.
Eu me tornei entorpecidamente recluso.
Minhas mãos não se estendem a esses cigarros confortavelmente aqui deixados.
O olhar súdito se aproxima do taciturno dessa rotina, pedras traçadas, e se reanima.
Liberdade pra quem viria, só teus passos e tua agonia.
Sinto que posso voar nessa ilusão, nesse doce permitir, minha emoção.

Colecionador de ilusões.

Só quando pulou da ponte de extermínio foi que pude perceber que ele poderia ser, bem mais de alguém que se distrai. Ele voou, como cantam as borboletas. Desprezado e rejeitado ele saltou, como saltam os longínquos humanos no espaço vazio de sua mãe, aproveitando-se enquanto não libertos eles estão dispersos. Ele gritou, como o ar em fúria com contentamento. Ele respirou, como o último suspiro que se forma eficaz, a primeira apatia se refaz. Ele sentou, com olhar de guerra não registrada como na noite passada. Ele caminhou, mas como ninguém qualquer parou, o fim chegou, não avisou. Ele ajudou, como cegos enxergando as cegueiras de um todo, do mundo solto. Ele sorriu, como o sol que nasce todos os dias para aprender mentiras escondidas não compreendidas, suas palavras não movem nem a si mesmo. Ele amou, mas como qualquer coisa não adiantou, o amor não restou, mas ele amou. Ele se foi, com outro caminho de passos traçados e coleções de outras opções. Ele era apenas um sonhador com suas ilusões a alegrar, feliz em amar. Triste ao lembrar que em cada pedra rodopiasse desconhecidamente passados de imaginações futuras, sua sociedade utópica.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Poetas suicidas

Todo poeta tem o demônio dentro da alma, dois anjos banhados de sangue que rasgam suas costas, e Deus acima de sua cabeça lhe entregando o livre arbítrio.
Todo poeta tem uma forca e uma cadeira a sua disposição, um revólver com balas, uma cartela de medicamentos ou uma janela aberta chamando para um salto.
Todo poeta é esperado no paraíso com suas sete cabeças de besta-fera, suas sete igrejas sujas de esperma de pedófilos.
Todo poeta é santo.
Todo poeta é belo.
Todo poeta é maior que a morte. 
Tudo sobre o inferno é mentira
Os suicidas dançam alegres no paraíso
No céu não há padres nem pastores
No céu só existem poetas

terça-feira, 28 de maio de 2013

As voltas que o mundo dá?

E essa história de que o mundo dá voltas?
Você aí parado esperando um novo dia
E o dia, todos os dias, esperando que você se mexa

O tempo passa, passa...
Nada muda.
Será que faltou sorte?

Não, não é isso.
Até a chuva que cai do céu, pra lá volta.

Acabarás sendo digno de nada
Se continuares tentando conseguir tudo...
... por nada.


segunda-feira, 27 de maio de 2013

Quer provar?

Me dá a mão que eu te mostro como ir vertiginosamente do céu ao inferno.
Não sei se isso lhe é curioso, ou se é isso que te falta.
Só sei que isso é o melhor que sei fazer.
Ah, não! Não se preocupe. Eu sempre chego aqui em cima de novo.
Demora, é verdade. Pra ser sincero, curto cada segundo aqui. Não gosto lá de baixo, não.
Eu amo mesmo é da sensação da queda, o vazio, o incerto, o que nos move coercitivamente.