terça-feira, 24 de abril de 2007

Garoto Argentina - A south american superhero!

A foice cortou seu pescoço
O martelo bateu a cruz de seu túmulo
Nesse mundo vermelho
Não há tempo nem espaço
Pra perceber o demônio.

Ele vem vestido de mulher
Com rosto de mulher
Ele é uma mulher
Vem falando de mudanças
E de orgasmos

Endurecer sem perder a ternura
Ela adora isso
Principalmente da rigidez
Ela só goza com dólar

Esqueça Fidel, esqueça Ernesto
Chame Nestor Kichner
Ele conhece Eduardo Duhalde
Que conhece Evo Morales
Que ama Hugo Chaves
Que morreu de egoísmo

Eu sou o Garoto Argentina
Aqui dentro de mim Venezuela minha menina.
Eu sou o Garoto Argentina
O maior super-herói de toda a América Latina

Pronto
Paridade um pra um
Agora ela te amará para sempre.

Endureça
Ela adora desse jeito
Mais, mais
Mas jamais
Perca a ternura!

9 comentários:

Simone Oliveira Lima disse...

a ternura é a medida, ou em St. Agostinho, o amor é a medida... e assim seguimos em latinoamérica.

Bianca disse...

Transformando palavras em música?
Mais, mais. Mas nunca perca a ternura.

Pluto disse...

Adorei...bem crú.
Adoro coisas cruas...parece que tocam mais, chocam mais!!!
Massa

Renata disse...

tem horas que se desnudar é necessário,sabe... quando todas as roupas dos dias que vão passando começassem a pesar mais e mais, e a gente afogasse e desesperasse e agonizasse e tirasse tudo de uma vez. Nus aos olhos, mas nem tanto. Só o suficiente para se fazer leve. ;)

Renata disse...

acho lindo quem brinca com as sonoridades e constrói referencias a outros formatos gramaticais..acho isso tão rico. Parabéns, garoto argentina,e vamos peruando e espalhando nosso Chille por aí ;P

do infinito impreciso disse...

eu n entendi a pergunta la no blog, rapaz :) n entendi o q vc n entendeu. mas sobre a coisa do calice de quem, na primeira linha o texto diz "Sorver de vários goles um grande cálice de mim." o calice é do "mim" od texto :) e a coisa da mesa, é um salto duma imagem pra outro (nao tao claro, é verdade: [é a parte que menos me agrada, ta confusa mesmo)

mas foi isso? :)

do infinito impreciso disse...

e siiim, gostei do poema :)

Jackson Jr. disse...

então somos anti-heróis sulamericanos: garotos-(lojas)americanas!
hehe.

abraço!

Manoel disse...

Se não é música ainda, transforme-a.