quinta-feira, 13 de junho de 2013

A noite, teu colo e meu ego

E não adianta ir a qualquer lugar.
Eu sem você é estrada sem nó, sentimentos lançados no mundo solto, gira solidão.
Cadarços desamarrados, um passo frouxo.
Um tropeço, coração ao avesso.
Os ventos uivam em direção a você, sem manhãs e pó nesse mundo tão só.
Nada rima com um sorriso sem graça, o cinza espelha, o frio sopro desconhecido, oh vida sem graça, a rotina se repassa.
As noites se repetem, e eu quero te acolher, ao fim te pertencer.
Rachar os dias em vão, essa transfusa ilusão, um recíproco de nossos corpos então.
Sem foco, eu não te ouço aqui, já não sei rir, um riso aflito e eu me retraio a algo extremamente opaco.
Os acasos se distraem ao nos ver, no meu singelo estar, uma gota, o vento a levar, meus pés ainda a chorar.
Cansei de ignorar, a vida se encontrou, a agonia se desfez e você enfim voltou.
No simples repouso do teu colo, não seria egoísmo estender a mão.

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